Novos rumos do Teatro Baiano – por Bira Vidal

Entre espetáculos de comédia, de drama, musicais e infantis, o teatro baiano vem se renovando ao passar dos anos, trazendo novos talentos para a cena cultural e reforçando a imagens de alguns artistas já estabelecidos no mercado de entretenimento. Esta é a realidade do ambiente teatral, uma mistura entre a experiência adquirida com peças renomadas e a ousadia com novas formas de abordar temas antes não mencionados em um palco.

Para analisar os novos rumos do teatro baiano, deve-se primeiro observar como o mesmo se transformou através dos anos. Da última década até o presente ano, diversas companhias de teatro entraram e saíram das casas da cultura, levando não apenas textos literários, mas também de consciência pessoal e comunitária. Esses grupos são o sangue que corre nas veias culturais dos teatros e também dos ambientes urbanos quando os mesmos decidem levar um pouco do talento para as ruas, ou até mesmo criar uma nova categoria como o teatro de rua. É através destas companhias que o teatro muda, se renova e até influencia as outras vertentes das artes.

Com uma das mais longas careiras teatrais, a Companhia Baiana de Patifaria traz há 23 anos, espetáculos para o público baiano, abordando de forma cômica temas atualizados a cada apresentação que refletem o inconformismo com a situação urbana soteropolitana e brasileira. Duas peças famosas são A Bofetada e Siricotico: Uma comédia do Balacobaco.

Mas a Companhia Baiana de Patifaria não é a única trupe numa cidade onde a diversidade é constantemente estimulada. Os grupos Cia Cuca de Teatro e Cabriola Cia de Teatro, com os espetáculos A Estrela do Menino Jesus e Os Prequetéis respectivamente, são destaques no ramo do teatro infantil e infanto-juvenil. Com apresentações já reconhecidas pelo público, as companhias se mantêm de forma estável na cena teatral, já que a maior parte dos espetáculos direcionados às crianças são realizados por companhias itinerantes de fora.

Além da preocupação em estimular a tomada de consciência dos problemas comunitários, existem companhias que abrem espaço para a discussão de temas importantes relacionados com a realidade baiana. Uma das companhias é o Bando de Teatro Olodum, que apresentou sucessos de crítica com os espetáculos Cabaré da Rrrrraça e Ó Pai, Ó, ambos abordando a posição e importância do negro na sociedade.

Outro grupo é a Arte Sintonia Companhia de Teatro, que recebeu a presença do cantor Milton Nascimento em uma das apresentações do comentado musical Se Acaso Você Chegasse, baseado na obra e na vida de Elza Soares. Com a narrativa, o público passa a conhecer um pouco mais sobre os obstáculos e as conquistas de uma das vozes que marca até hoje a MPB.

Indo além do universo das companhias de teatro, a influência de determinados nomes continuam sendo forte referência na história do teatro baiano. Pessoas como a dramaturga Aninha Franco, os diretores Fernando Guerreiro e Márcio Meirelles, os atores Caio Rodrigo e Fábio Vidal e as atrizes Andréa Elia e Cláudia di Moura formam um grupo de divulgadores do teatro baiano, dentro do estado e fora dele. Alguns já vêm atuando no cenário cultural há muito tempo, enquanto outros se tornaram revelação nestes últimos anos. A partir dos trabalhos coletivos entre as companhias, os diretores, os dramaturgos e o elenco é que se observa uma potencialização da carga criativa do teatro baiano e os novos rumos que ele tem tomado.

 

Texto retirado do site: http://www.salvadorcomh.com.br

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O teatro consagrou e pede passagem!

Com a abertura política, na década de 80, foram implantadas novas técnicas que valorizam e treinam o ator. Houve um aumento qualitativo na dramaturgia baiana, melhoria dos profissionais envolvidos na área, como especialização de produtores e atores. A quantidade de peças cresceu, assim como a atenção para o setor, com cursos profissionalizantes, novos espaços, novos produtos e públicos.

Em 1988, estreiou a peça que marcou a qualidade teatral baiana, A Bofetada, que se manteve em cartaz por mais de 15 anos e atingiu a marca de mais de 500.000 espectadores, conquistou platéias em mais de 1.700 apresentações em 47 cidades do país, incluindo longas temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Para Fernando Guerreiro, diretor do espetáculo, o segredo do sucesso foi o fato da peça ter a cara da Bahia, com muito talento e improviso dos atores.

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Nos palcos de cada dia!

Espetáculo Vestido de Noiva, montagem em comemoração aos 25 anos do Curso Livre de Teatro da UFBA e formatura da 25ª turma – Maio, 2011.

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Ufba abre a Escola de Teatro

Em 1956, já no Brasil República, a Universidade Federal da Bahia abre o núcleo de estudos de teatro, através da Escola de Teatro, localizada no bairro do Canela. Tem-se, então, a primeira faculdade de teatro do Brasil. Assim, o teatro baiano deixa de ser uma cópia das coisas que já aconteciam e os artistas passam a ter consciência e fundamentação teórica dos estudos das artes cênicas. A Bahia se tornou um pólo de qualificação de excelentes atores. O Estado foi referência e grandes montagens foram feitas através do Teatro Santo Antônio, que passou a se chamar Martim Gonçalves.

Clique aqui e veja o site da Escola de Teatro da Ufba.

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O famoso TCA

Em 1948, o deputado estadual Antônio Balbino foi autor de uma lei que propôs, na Assembléia Legislativa, a construção de um grande teatro. Porém, ela só foi iniciada em 1957, quando o político era governador da Bahia.

No dia dois de Julho de 1958, o grande teatro estava pronto e as chaves foram entregues ao governador. Cinco dias antes da inauguração, algo inesperado aconteceu. Assim como aconteceu com o antigo São João, o novo complexo cultural pegou fogo durante a madrugada. Consequentemente, o teatro foi fechado e levou nove anos para ser reconstruído, devido à falta de verba.

O tempo passou e a tragédia que destruiu a maior e melhor casa de espetáculos do Brasil, na época, ficou para trás. No dia quatro de março de 1967, foi inaugurado o tão esperado Teatro Castro Alves (TCA). Até hoje, o TCA é o maior investimento estatal nesse setor.

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A novela continua…

Após o incêndio inexplicável do Teatro São João e o fim do Teatro Politeama Baiano, inaugurado em 1886, a classe artística de Salvador reivindicou, por mais de vinte anos, a construção de um novo complexo cultural para abrigar as artes locais, nacionais e internacionais. Com as atenções voltadas para a nova capital do Brasil, Rio de Janeiro, e em meio a tantas manifestações, o clima cultural baiano ficou tenso.

Em meio às reivindicações, destacou-se o famoso poeta Castro Alves, que demonstrava amor pelo teatro por Eugênia Câmara.

Curiosidade:

Eugênia Câmara teve um importante papel nas representações brasileiras.

Esse amor de Castro Alves não era exclusivaente pelo teatro, mas por suas várias amantes, principalmente a atriz portuguesa Eugênia Câmara, por quem o poeta se apaixonou perdidamente. Ele compôs uma série de textos líricos que poderiam ser dramatizados, além dos textos para que ela mesma representasse.

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Triste fim do Teatro São João

No século XIX, o teatro mais importante era o São João, onde atualmente está a Praça Castro Alves. Esse teatro pertencia ao governo, era ponto de encontro dos aristocratas e intelectuais, onde funcionou o Conservatório Dramático da Bahia (CDB). O CDB foi fundado pelo dramaturgo Agrário de Menezes, para incentivar os escritores a acolher grupos de dramaturgia da cidade.

O teatro São João foi freqüentado por inúmeros nomes das artes cênicas, musicais e literárias, como Xisto Bahia, um dos maiores comediantes brasileiros, o maestro Carlos Gomes e o poeta Castro Alves. O edifício colonial foi destruído em 1923, por um incêndio misterioso.

Teatro São João - principal palco da cidade, por mais de cem anos, com capacidade para 800 poltronas.

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